Os filhos da Maria da Penha!

“ Me ajuda! ”
“ Socorro! ”
“Ajuda minha mãe! ”
“ Para! Você está machucando ela! ”
“Por favor, alguém chama a polícia! ”
“ Por favor, para! ”

Você pode não estar familiarizado o bastante para reproduzir as frases acima com uma voz em prantos e desesperada, mas você não pode ignorar que algum filho reproduz fielmente essas frases diariamente no Brasil quando veem suas mães serem agredidas pelos seus maridos dentro dos seus lares.

Nós poderíamos falar aqui sobre os dados e pesquisas cientificas que discutem os motivos e causas da violência doméstica, mas vamos preferir falar da angustia de uma infância que merecia apenas ver desenhos animados e outros entretenimentos, e não suas mães serem espancadas violentamente por aqueles que deveriam ser o esteio de uma família.

A violência doméstica seria apenas mais uma dentre tantas cometidas contra o ser humano se ela não fosse tão agressiva também contra aqueles que rodeiam a vítima, em especial seus filhos. Quando uma mulher é agredida, junto com ela são agredidos filhos menores que automaticamente são apresentados a uma dura e fria realidade banhada de ódio e violência.

Condenar uma mulher a falta de apoio ante inúmeros capítulos de violência doméstica é também condenar o futuro dos seus filhos que sem nenhum tipo amparo são fadados a uma vida sem amor e sem oportunidades. Talvez não se discuta o suficiente sobre os reflexos de uma família inteira abalada por agressões e ataques diários de violência, principalmente a extensão desses danos a aquelas crianças que não entendem ainda muita coisa sobre a vida.

Eu ousaria em afirmar que os reflexos psicológicos da violência doméstica em toda família são mais duros que propriamente os danos sofridos pela agressão física pela vítima, que dia após dia pode cicatrizar, já consequentemente os reflexos dos danos sofridos pela família e especial pelos filhos das vitima que crescem num ambiente violento e hostil vai além de qualquer possibilidade de cicatrização. Esses danos arrasam com uma futura geração promissora, que é fadada quase que na maioria das vezes a sofrer ou praticar os mesmos abusos.

Isso nos faz concluir que, ao deparar com uma vítima de violência doméstica, possivelmente estaremos vendo de uma forma camuflada uma família inteira abalada e fragilizada com todos os danos que esse câncer da sociedade pode causar. Então acredite que ao negar ajuda ou não buscar ajuda, você estará condenando muito mais do que uma mulher, você estará condenado uma família a miséria de uma vida de medo e falta de amor. Você sofre violência doméstica? Conhece alguém que sofre? Então DENUNCIE!

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